O olho e como vê de forma natural à noite

Olho

Como já tivemos a oportunidade de referir, o homem tem uma visão menos potente se compararmos com a de muitos animais em ambientes escuros. Isto deve-se essencialmente a várias diferenças na morfologia e anatomia dos seus olhos.

Na escuridão, as moléculas de rodopsina nos bastonetes dos nossos olhos alteram a sua forma quando em contacto com luz. A rodopsina é uma proteína transmembranar que possibilita a visão nocturna. É extremamente sensível à luz. O pigmento dos olhos, ao entrarem em contacto com um espectro de luz, fica totalmente alterado, sendo que pode demorar até 30 minutos até regressar ao seu estado inicial. A adaptação aos ambientes mais escuros dá-se porém logo após os cinco-dez primeiros minutos depois da privação da luz.

Olho

O olho de muitos animais tem uma camada de reflexo composta por um tecido chamado “tapetum lucidum”, o qual reflecte a luz novamente através da retina, aumentando desta forma a luz disponível e assim a visibilidade. Trata-se de uma característica de muitos animais nocturnos e de outros animais marinhos que vivem nas profundidades do mar. O olho humano não está revestido com este tecido “tapetum lucidum”.

Os olhos de muitos mamíferos nocturnos têm bastonetes com características próprias que melhoram em muito a sua visão nocturna. O padrão dos bastonetes é alterado e invertido pouco depois do nascimento. Os bastonetes invertidos tem heterocromatina no centro do seu núcleo e eucromatina na sua periferia. A camada nuclear exterior nos mamíferos nocturnos é fina por causa dos milhões de bastonetes presentes para processar a baixa de intensidade de luz de poucos fotões. Em vez de a luz ser dividida, a luz passa através de cada núcleo de cada vez. Os olhos humanos apenas conseguem este tipo de visão quando nos equipamos com intensificadores de imagem de segunda geração.

Os animais também têm geralmente uma pupila maior quando comparada com a dos olhos do homem, o que melhora também a nossa visão nocturna.